mas…
continuem acessando, pois colocaremos mais fotos e historias que nao conseguimos publicar!
cheers, sempre!
Cassio e Vitor!
os yoshiis e o sumo
A Familia Yoshii conseguiu o que poucos conseguem por aqui. Assistir a um treino de sumo. Apos insistir e insistir o patriarca dos Yoshii nos fez se infiltrar no treinamento de uma equipe aqui da capital. Na primeira foto, temos o casal Yoshii, dois brasileiros perdidos, Masayo e o dono da equipe. Atras de nos, por volta de 2 toneladas de suor.
Nao eh facil ser lutador de sumo. Treino puxado ateh a ultima gota de sangue, literalmente. A forca do "encontrao" que eles dao eh incalculavel. E nao eh somente uma ou duas vezes, sao trocentos encontroes ateh fazer os olhinhos amendoados chorarem de tanta dor. E adicione ai um tecnico bem "exigente".
Se a gente pensa que eles passam o dia inteiro soh comendo… pode ateh ser, mas suam, choram e sangram por merecer. E soh pra deixa-los com agua na boca, apos toneladas de gordura se encontrando, os Yoshiis nos levaram para almocar num leve restaurande de sushi, daqueles bem tradicionais, de comer rezando…
kampai!
Cassio
cabelo
Jah estava mais do que na hora. Meus cabelos negros jah estavam me perturbando, entao dei um jeito nele, claro, a moda niponica. Insistiram para que eu mudasse de cor, mas ai jah era demais…
Masayo (segunda foto atras de meu corte japones), uma grande amiga que reencontrei aqui em Toquio, fez o papel de tradutora e bolou algo com a menina das tesouras (primeira foto). Entendi algo do tipo: "Deixe ele com uma cara mais jovem"…
Acho que acertaram. Bom, daqui a pouco estarei devolta pra voces verem.
cheers!
Cassio
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Uma pergunta que martela: como se reerguer de uma crise e aprender com ela? Em 1945, Hiroshima sofreu com a bomba atomica. Um acontecimento que deixou inumeras cicatrizes, mas pelo que vimos, muitas delas foram fechadas com muito aprendizado – claro que nem todas. Ou seja, o clima que paira na cidade eh: "Aconteceu com a gente e nao queremos que aconteca com mais ninguem, entao olha soh o que foi…"
Hiroshima construiu a Praca da Paz, uma especie de parque com diversos monumentos e o museu. As duas primeiras fotos sao de um monumento em homenagem a uma menina que morreu de leucemia, uma das varias consequencias da intensa exposicao a radiacao atomica, uns 10 anos apos a bomba. Muitas criancas a homenageiam depositando origamis de cegonha, um simbolo da paz, proximo ao monumento.
O museu mostra tudo. Mostra que Hiroshima nao era flor que se cheirasse em termos militares antes da bomba e mostra tudo o que aconteceu durante e apos a explosao. Triste. Voce sai deprimido. Mas entende realmente a mensagem. E ao andar pela cidade, voce sente a forca de recuperacao do lugar.
O mesmo voce sente em Kobe, cidade devastada pelo terremoto de 1995. Ela se reergueu em rapidos cinco anos e tem uma das noites mais bonitas que jah vimos. Repara na terceira foto… Pela cidade tambem ha diversos monumentos em homenagem aos que morreram naquele ano. Num deles, ha o nome de cada um dos cerca de 6500 mortos, inclusive nomes brasileiros…
Ao andar pelas ruas de Kobe e Hiroshima voce nao ve casas antigas, templos budistas e xintoistas tradicionais como em outras cidades niponicas. Sao cidades extremamente modernas e suas avenidas sao longas e largas lembrando muito o estilo ocidental.
A pergunta ainda martela: como se reerguer de uma crise e ainda aprender com ela? Do jeito que o pessoal aqui faz eh diferente. Eu sei lah… Mas creio que estou chegando proximo a uma resposta. O que esses benditos niponicos sao…
Em poucas horas, iremos para Toquio, um lugar muito diferente e com pessoas ainda mais – aqui tambem rola muito regionalismo. Quem sabe conhecendo pessoas de distintas partes do Japao, a gente consegue elaborar um perfil…
Enquanto voces dormem nesse novo dia 26, Vitor e eu vamos almocar e nos encaminhar para o final deste mesmo dia. Eu acho isso muito loco…
Obrigado a todos pelas mensagens.
cheers!
Cassio
Visita aos familiares
foto 1 (Masatoshi Uohashi e Fumiko) foto 2 (Fumiko, Shinjo, Taeko e Masaaki) foto 3 (Yutaka, esposa e Takehi Mori)
Antes de Hiroshima passamos em Himeji pra visitar o Castelo (o mais famoso do Japao) e vistar uns primos distantes da minha familia.
Passamos dois dias em Himeji com a familia Mori e os Uohashi.
Como eh loco encontrar pessoas da sua familia do outro lado do mundo. Eu achava que eram muito distantes, tipo primo de 5 grau, mas na verdade eles eram primos de sangue da minha mae. Nos receberam como se fossemos da familia. Cassio-san salvou a patria e fez toda a comunicacao entre os familiares.
O que achei mais loco foi a semelhanca fisica entre eles e meus tios… Pode parecer meio obvio ja que sao familiares mas conhecer uma outra parte da sua familia eh uma experiencia muito forte.
Depois mando as fotos com os primoes! Familia Hama podem ficar muito mais orgulhosos da Obatchan. Os caras aqui consideram ela pra caramba. Precisavam ver a maneira como falavam dela.
Vitor
Hiroshima
Chegamos ontem em Hiroshima e fomos muito bem recebidos por uma antiga professora de Japones do Cassio. QUe mulher guerreira essa irma Olga! Ela acabou de fazer 80 anos e ajuda os brasileiros que trabalham aqui em Hiroshima. Pelo que ela falou, os Dekasseguis trampam tanto que tem uns que morrem de stress. Ela tbm visita brasileiros que estao presos aqui no Japao. Aqui a penitenciaria e bem casca grossa. Os caras tem que ficar sentados sem fazer nada o dia todo! Nao podem nem dar uma cochiladinha…
Visitamos o museu de Hiroshima… vixe… so de lembrar ja da uns calafrios. Nem queiram ver as fotos. Enfim, a cidade hoje eh bem moderna e diferente das outras cidades que visitamos. As ruas sao largas e os predios todos parecem bem ocidentais.
Pra variar comemos pra caramba na janta. Fomos no tradicional Okonomiaki (sei la se eh assim que se escreve), um tipo de omeletao aqui da regiao. Pedimos o x-tudo da casa e quase saimos rolando do restaurante.
Ainda tivemos energia pra dar um rolezinho pelo centro e tentar tomar uma breja. Entramos no primeiro bar e todo mundo olhou pra gente… estavam todos de terno, o mulherio todo de vestido… entramos mesmo assim. Na entrada o cara que tava no caixa (tbm de paleto) falou que tinahmos que pagar 9.000 os dois! Orraaaa… Ai que vimos a placa na entrada; festa de casamento. Andamos mais um tanto ate acharmos outro bar, chamava Pronto!. Pronto! era o que estavamos procurando. Abrimos a porta aliviados e sedentos por uma Nama bier (chopps) quando damos de cara com um grupinho de mulheres com vestidos de gala… casamento. Por incrivel que pareca a historia se repetiu em mais uns 2 bares. Oooo povo que gosta de comemorar casamento em bar, ta loco.
Vitor
coisa fina
Parece mentira, mas olha ai mais alguns "shots".
Para as fas do Cassiao (mesmo que neste grupo soh esteja a dona Suely…): Curtindo um jogao de beisebol com os Okudas. Genial. Com direito a xingar o juiz e tudo…
Para os fas das artes: Kinkakuji, templo budista folheado a ouro. Impressionante. Fica dentro de um jardim enorme e impecavelmente cuidado. Pra se ter uma ideia, os doidos dos japoneses conseguem cultivar musgo em vez da grama. Dizem que eh para reter a extrema umidade do verao. Caraca…
Para os fas do paradoxal: Mulher vestida num tipico traje niponico, o kimono, sentada a beira de um tipico jardim de pedras niponico e escrevendo emails num tipico celular niponico.
Aproveitem esta quinta-feira, pois daqui a meia hora jah estarei no dia seguinte. Loco, ne?
satisfacao,
Cassio
“shots”
Finalmente fotos!
Rafael e Maite: Pra maite, um pouco de moda. As mocas usam cada coisa estranha… Pro engracadinho do senhor Rafael Scanavacca, um pouco do mulherio niponico.
Tia Akemi: uma boa curiosidade eh essa "pia publica". Com uma conchinha feita de bambu, os japoneses limpam as maos com essa agua. Soh nao faco ideia da procedencia dela…
Nicole: um gato japones. Assim que eu apontei a camera, o bichano sentou e fez essa pose…
Bro: repara no sushi… Arroz com alga em volta e um hamburguer com maionese em cima. Pode?
Manu: criancas japonesas brincando num parque em plena segundona. Eita vida boa. O Vitor pediu pra voce reparar nas flores de sakura ao fundo…
E vem mais por ai, amigo!
salve!
Cassio
“sakeway” – entre umas e outras
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Rabugento e ranzinza. Mesmo com o bar vazio, soh faltava o velho barman nos enxotar de seu estabelecimento, mas a quantidade infinita de garrafas de saque dispostas na vitrine nos puxou para as cadeiras do balcao.
Para tentar amenizar a cretinisse do velho, soprei algumas palavras chaves do tipo: "Mim e amigo estrangeiros. Saque querer beber". E tambem uma mentirinha pra tentar amolecer o velho: "Aqui. Melhor lugar beber saque. Disseram".
O velho esbocou um timido sorriso e soltou um "ah, eh… Espere um pouco, por favor".
Voltou com uma garrafa enorme de saque na mao e mais dois copos. "Esse soh quem conhece bebe". Realmente, nectar dos deuses.
Eis que o velho comecou a demostrar algum sentimento mais afavel e ficou curioso em saber nossas origens. "Brasileiros? O que voces estao fazendo nesse fim de mundo?".
Papo de indio vem, papo de indio vai, o velho ia enchendo uma pequenina xicara com diversos tipos de saque e shochu, um destilado de batata doce. Pra nao ficar chato, pedi uma dose de "mugi-shochu". Nao faco ideia do que seja, mas eh impagavel.
Enfim, o velho ficou tao feliz que bebemos tudo o que ele ofereceu (nos tambem, eh claro) que quando fomos embora, soh faltou ele nos dar um abraco.
Pra fechar com chave de ouro, perguntei seu nome. Resposta: "Pra que voce quer saber o meu nome? Ce tah loco?". Emendou um sayonara com um sorriso rapido e fechou a porta.
Vai entender… Problema mesmo foi voltar de bike pro albergue com alguns saques na cabeca… Se a dona Suely souber disso…
cheers,
Cassio
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